O governo descarta incluir a Eletronuclear e a Usina Hidrelétrica de
Itaipu no processo de desestatização da Eletrobras. No caso da empresa
responsável pelas usinas nucleares brasileiras, o motivo é uma questão
constitucional e, no caso de Itaipu, por se tratar de usina binacional
dependendo de acertos com o Paraguai.
A informação é do ministro
de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, em entrevista
coletiva hoje (22), no Ministério do Meio Ambiente.
“Está escrito
na Constituição que quem tem de ser o controlador [das usinas
nucleares] é a União. A ideia não é ferir a Constituição. Já Itaipu será
analisada em função dos acordos bilaterais com o Paraguai”, explicou o
ministro.
Tarifa de energia mais barata - A
expectativa é de que, controlada pela iniciativa privada, a Eletrobras
favoreça, a médio prazo, uma tarifa de energia mais barata. “Com a
eficiência e redução do custo, nossa estimativa é de que no médio prazo
tenhamos uma conta de energia mais barata", afirmou. A decisão de desestatizar a empresa será submetida amanhã (23) ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A União tem 51% das ações ordinárias, que são aquelas com direito a voto.
O
secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, disse
que ainda não foi definido o percentual de ações que será repassado à
iniciativa privada.
“Isso não será definido, por enquanto, porque
temos de seguir os ritos de desestatização previsto na lei”, disse
Guardia. “E não há previsão de valores, porque a modelagem desse
processo ainda não foi definida. Isso será feito posteriormente”,
acrescentou, ao enfatizar que o impacto dessa desestatização não gerará
receita primária, não tendo portanto relação com a questão do
cumprimento da meta fiscal.
Segundo o secretário, há duas
possibilidades em estudo. "A desestatização pode ser feita a partir da
venda do controle ou por meio do aporte de capital acompanhado de
diluição." Caso seja adotada a segunda alternativa, o processo seria
feito a partir da emissão de novas ações no mercado.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Receita Federal automatiza isenção para taxistas
Receita Federal automatiza a concessão de
isenção de IPI e IOF para taxistas
A Receita Federal, implantou nesta quinta-feira o Sistema de Concessão Eletrônica de Isenção IPI/IOF (Sisen), por intermédio do qual os taxistas poderão requerer a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). O sistema está disponível no sítio da Receita Federal na internet, podendo ser acessado, inclusive, por dispositivos em plataformas mobile. Serão aproximadamente 50 mil pedidos de isenção anuais que deixarão de ser apresentados nas unidades de atendimento da Receita Federal, passando a ter tramitação eletrônica, o que reduzirá o prazo de decisão para até 72 horas.
A automatização foi possível porque o Sisen utiliza bases de dados de vários órgãos públicos, de modo a garantir a celeridade e a segurança do processo. Entre os sistemas e as bases acessados, pode-se citar o Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach), o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), além das fontes internas da própria Receita Federal, tais como a base de Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND e o Cadastro de Pessoa Física (CPF).
O acesso ao sistema é feito no endereço eletrônico da Receita Federal, mediante a utilização de certificado digital ou código de acesso, caso o usuário não possua o referido certificado. Em caso de dúvidas, o taxista pode recorrer ao Manual do Sisen também disponível na página da Receita Federal na Internet. O Manual contém informações sobre o acesso, as telas e a descrição dos procedimentos do sistema.
Apenas os pedidos de isenção feitos por cooperativas de táxi e os requerimentos para a transferência do veículo táxi, antes de dois anos da aquisição, continuarão sendo apresentados nas unidades de atendimento da Receita Federal, utilizando-se dos formulários constantes dos anexos I a IV da Instrução Normativa RFB nº 1.716,
de 12 de julho de 2017, e de acordo com as regras estabelecidas pela Instrução
Normativa RFB nº 1.412, de 22 de novembro de 2013.
Os requerimentos apresentados, mediante utilização do Sisen, que não cumprirem os requisitos legais, serão indeferidos por despacho decisório eletrônico, ficando disponíveis para consulta no sistema. A ciência da decisão dar-se-á quando o requerente acessar o Sisen para consultar o resultado do seu requerimento ou quando passados quinze dias da disponibilização do despacho eletrônico no sistema.
A Receita Federal orienta os interessados que possuam requerimentos em papel, pendentes de decisão, que os substituam por novo pedido, realizado eletronicamente, por intermédio do sistema Sisen, de modo a reduzir o tempo de análise desses pedidos. Para informações adicionais, vide o site da Receita na internet.
O Sisen integra o projeto Empreender Mais Simples, convênio assinado entre a Receita Federal e o Sebrae no início do ano, visando a melhoria do ambiente de negócios do País. A parceria, que conta com o investimento de R$ 200 milhões do Sebrae em 2017 e 2018, prevê o aperfeiçoamento e/ou criação de dez sistemas que visam a simplificação e diminuirão a complexidade e o tempo gasto no cumprimento das obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas e de formalização.
A Receita Federal, implantou nesta quinta-feira o Sistema de Concessão Eletrônica de Isenção IPI/IOF (Sisen), por intermédio do qual os taxistas poderão requerer a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). O sistema está disponível no sítio da Receita Federal na internet, podendo ser acessado, inclusive, por dispositivos em plataformas mobile. Serão aproximadamente 50 mil pedidos de isenção anuais que deixarão de ser apresentados nas unidades de atendimento da Receita Federal, passando a ter tramitação eletrônica, o que reduzirá o prazo de decisão para até 72 horas.
A automatização foi possível porque o Sisen utiliza bases de dados de vários órgãos públicos, de modo a garantir a celeridade e a segurança do processo. Entre os sistemas e as bases acessados, pode-se citar o Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach), o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), além das fontes internas da própria Receita Federal, tais como a base de Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND e o Cadastro de Pessoa Física (CPF).
O acesso ao sistema é feito no endereço eletrônico da Receita Federal, mediante a utilização de certificado digital ou código de acesso, caso o usuário não possua o referido certificado. Em caso de dúvidas, o taxista pode recorrer ao Manual do Sisen também disponível na página da Receita Federal na Internet. O Manual contém informações sobre o acesso, as telas e a descrição dos procedimentos do sistema.
Apenas os pedidos de isenção feitos por cooperativas de táxi e os requerimentos para a transferência do veículo táxi, antes de dois anos da aquisição, continuarão sendo apresentados nas unidades de atendimento da Receita Federal, utilizando-se dos formulários constantes dos anexos I a IV da Instrução Normativa RFB n
Os requerimentos apresentados, mediante utilização do Sisen, que não cumprirem os requisitos legais, serão indeferidos por despacho decisório eletrônico, ficando disponíveis para consulta no sistema. A ciência da decisão dar-se-á quando o requerente acessar o Sisen para consultar o resultado do seu requerimento ou quando passados quinze dias da disponibilização do despacho eletrônico no sistema.
A Receita Federal orienta os interessados que possuam requerimentos em papel, pendentes de decisão, que os substituam por novo pedido, realizado eletronicamente, por intermédio do sistema Sisen, de modo a reduzir o tempo de análise desses pedidos. Para informações adicionais, vide o site da Receita na internet.
O Sisen integra o projeto Empreender Mais Simples, convênio assinado entre a Receita Federal e o Sebrae no início do ano, visando a melhoria do ambiente de negócios do País. A parceria, que conta com o investimento de R$ 200 milhões do Sebrae em 2017 e 2018, prevê o aperfeiçoamento e/ou criação de dez sistemas que visam a simplificação e diminuirão a complexidade e o tempo gasto no cumprimento das obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas e de formalização.
terça-feira, 27 de junho de 2017
Codevasf incentiva pescadores de Sergipe
Há quase quatro décadas, o pescador sergipano Cícero Medeiros, da
Colônia Z7, do município de Neópolis, encontra nas águas do São
Francisco o ofício aprendido ainda na infância e que até hoje lhe
permite sustentar a família. “Meus pais eram pescadores e sobreviviam
da pesca. A pesca é tudo para mim, foi como pude dar estudo aos meus
filhos. Tenho conhecimento desde 1979. Nesse ano, foi a maior cheia que
encontrei”, conta orgulhoso.
Em
29 de junho, é comemorado o Dia do Pescador. A atividade tem enfrentado
algumas dificuldades em virtude da diminuição dos estoques pesqueiros,
ocasionada por diferentes fatores, como construção de barragens,
poluição, estiagem, entre outros. Na bacia hidrográfica do São Francisco,
a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
(Codevasf) tem contribuído com a recuperação desses estoques por meio
de práticas como os peixamentos.
“É
um trabalho fruto de muita pesquisa que traz grandes benefícios para a
sociedade e para o meio ambiente. Com os efeitos da mudança climática e
da degradação dos ecossistemas aquáticos, os peixamentos são importantes
para a recuperação da biodiversidade nos rios e lagoas e a consequente
garantia do sustento do pescador`, afirma Inaldo Guerra, diretor da área
de revitalização da Codevasf.
Somente em 2017, cerca de 2,6 milhões de alevinos já foram inseridos em trechos do rio localizados nos estados de Minas Gerais,
Pernambuco, Sergipe e Alagoas. “A Codevasf tem nos ajudado bastante com
essa parte de soltar alevinos no rio. Recentemente, estão soltando a
xira, que é um peixe que está diminuindo e só não diminuiu mais porque a
Codevasf faz esse trabalho”, reforça o pescador Cícero Medeiros.
Para viabilizar as ações de repovoamento, inicialmente são selecionadas
matrizes capturadas no meio ambiente – prática permitida através de
licença ambiental –, as quais são levadas aos Centros Integrados de
Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf para serem aclimatadas.
Algumas espécies se reproduzem naturalmente desde que o ambiente esteja
preparado para isso; para outras, é necessário utilizar o processo
de reprodução induzida. Havendo sucesso na reprodução, é realizado o
processo de alevinagem, no qual as larvas de peixes são cuidadas para se
tornarem alevinos fortes e saudáveis, com tamanho adequado para os
peixamentos.
“Os peixamentos normalmente são demandados por prefeituras e pela
própria sociedade em regiões que os estoques pesqueiros já estão
comprometidos. Essa ação é acompanhada, na maioria das vezes, de
reuniões e palestras prévias ao peixamento, onde são inseridos conceitos
de educação ambiental para a população, explica o engenheiro de pescaHermano
Luiz Carvalho Santos, chefe da Unidade de Recursos Pesqueiros e
Aquicultura, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Territorial da
Área de Revitalização da Codevasf.
Com os alevinos prontos para o peixamento, o transporte é realizado por
meio de sacos plásticos ou em caixas de transporte de peixes vivos -
“transfish” - até o local previamente escolhido pela equipe técnica da
Codevasf. Chegando ao ponto escolhido, os peixes são aclimatados para
que as características físico-químicas da água utilizada no transporte
fiquem próximas ao do local onde eles serão soltos.
“O ato de soltar os peixes muitas vezes é realizado pela população
local que participou das reuniões e palestras. O objetivo é
empoderá-las, de forma prática, com os conceitos de educação ambiental
repassados previamente pelos nossos técnicos”, completa Santos.
Tecnologia e revitalização - Nos peixamentos realizados ao longo da bacia do São Francisco, a
Codevasf utiliza espécies nativas pelo fato de já estarem estabelecidas
no ecossistema, evitando, com isso, desequilíbrio ecológico. Nos últimos
anos, as principais utilizadas em ações de repovoamento foram: pirá,
curimatã pacu, curimatã pioa, matrinxã, piau, pacamã, cascudo e piaba.
“Em alguns locais do baixo São Francisco, algumas espécies exóticas,
como o tambaqui e a tilápia, já estão estabelecidas no ambiente e podem
ser legalmente inseridas. Entretanto, não fazemos peixamentos com essas
espécies diretamente no rio, pois queremos revitalizá-lo com as espécies
que são naturalmente dele. Os peixamentos com espécies exóticas são
feitos apenas em corpos d’água que não tem acesso ao São Francisco, como
lagoas isoladas e aguadas”, explica o engenheiro de pesca da Codevasf,
Pedro Reis.
A Codevasf foi uma das pioneiras no desenvolvimento de tecnologias de
reprodução de peixes nativos do rio São Francisco. O programa de
peixamento teve início em 1983, na represa de Três Marias, com
utilização de alevinos de curimatãs (pacu e pioa), matrinxã, piau
verdadeiro, pacamã e surubim.
Ao serem comparados os rendimentos da pesca com redes de emalhar antes e
depois dos peixamentos, verificou-se um acréscimo significativo,
considerando-se as espécies utilizadas nas estocagens. O matrinxã, que
estava extinto no reservatório de Três Marias desde o final da década
1970, começou a aparecer nas pescas artesanal e esportiva a partir da
metade da década de 1990. “Desde essa época, desenvolvemos a tecnologia
de reprodução de 35 espécies de peixes nativos do São Francisco e temos
continuado com esse trabalho, inserindo, em média, mais de 6,5
milhões de alevinos nativos na bacia por ano. A Codevasf é a
principal instituição brasileira a realizar esse tipo de ação”, informa
Reis.
Recomposição da ictiofauna - Por meio de seus sete Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e
Aquicultura implantados em quatro estados, a Codevasf atua na
preservação da ictiofauna das bacias hidrográficas, bem como em sua
revitalização, por meio da realização de peixamentos e pesquisas
aplicadas.
Desde 2007, cerca de 146 milhões de peixes foram produzidos
para a recomposição e manutenção da ictiofauna com espécies nativas
do São Francisco e espécies não nativas destinadas ao apoio da
piscicultura na bacia. Para os peixamentos, foram destinados 66 milhões
de nativas, entre elas cari, pacamã, piau, curimatã pacu, curimatã pioa,
matrinxã, e piaba.
Os Centros Integrados são considerados referência no desenvolvimento de
pesquisas e tecnologias de reprodução, larvicultura e alevinagem de
espécies nativas do rio. São eles: Três Marias e Gorutuba, em Minas
Gerais; Xique-Xique, na Bahia; Bebedouro, em Pernambuco; Betume, em
Sergipe; e Itiúba, em Alagoas.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Bahia reduziu em 17% as mortes no trânsito
Bahia reduz em 17% as mortes no trânsito
O Ministério da Saúde apontou uma redução de 17% no número de
mortes em decorrência de acidentes de trânsito na Bahia. De acordo com
dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), foram
registrados 2.737 óbitos em 2014, contra 2.265 em 2015.
O estado
está em terceiro no ranking de queda no índice, atrás apenas de São
Paulo e Rio de Janeiro. Em todo o Brasil, o número de mortes
relacionadas a acidentes de trânsito sofreu queda de 11%.
O Ministério apontou a efetividade das ações de fiscalização após a lei
seca como possível causa da redução, assim como a desaceleração da
economia. "Além de mudar os hábitos dos brasileiros, a lei trouxe um
maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece", pontuou a
pasta.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
TIM e UNICEF tentam buscar crianças fora da escola
TIM e UNICEF
lançam plataforma para identificar crianças fora da escola
No
Brasil, 2.802.258 crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola,
segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015. Pensando
nisso, UNICEF, Instituto TIM, Colegiado Nacional de Gestores Municipais de
Assistência Social (Congemas) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Educação (Undime) lançou ontem a Busca
Ativa Escolar. A plataforma ajudará a localizar essas crianças e adolescentes,
identificar as causas da exclusão e tomar as medidas necessárias para a
(re)matrícula e a permanência na escola.
A
exclusão escolar afeta principalmente meninos e meninas das camadas mais
vulneráveis da população, já privados de outros direitos constitucionais. Do
total fora da escola, 53% vivem em domicílios com renda per capita de até ½
salário mínimo. Encontrar cada uma
dessas crianças e adolescentes, retirá-las desse contexto de exclusão e
trazê-las para a escola, garantindo a permanência e a aprendizagem, só é
possível por meio de uma ação intersetorial, envolvendo diferentes áreas –
Educação, Saúde e Assistência Social, dentre outras. “Os fatores de exclusão
escolar são diversos e ultrapassam os muros da escola. Para saná-los, é
essencial que as mais diversas áreas do poder público assumam um compromisso
pelo direito de aprender desses meninos e meninas”, explica Gary Stahl,
Representante do UNICEF no Brasil.
A
Busca Ativa Escolar é uma plataforma gratuita para auxiliar os munícipios no
enfrentamento da exclusão escolar. A proposta visa oferecer, em um mesmo
ambiente digital, conteúdos e ferramentas tecnológicas para que representantes
de diferentes áreas do poder público possam identificar crianças e adolescentes
fora da escola e tomar as providências necessárias para sua (re)matrícula e
permanência no ambiente escolar.
O
fluxo da plataforma é todo feito pela internet. Ela pode ser acessada em
qualquer dispositivo, como computadores, tablets, celulares (SMS ou
smartphones). “A plataforma foi criada em software livre – ou seja, pode ser
adotada gratuitamente por qualquer município, sem custo algum. Ela contribui
para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação e o enfrentamento da
exclusão escolar utilizando Tecnologias da Informação e Comunicação”, explica
Manoel Horácio, presidente do Instituto TIM. “Além disso, sempre nos
preocupamos com a escalabilidade do projeto. A solução foi pensada de maneira
com que as enormes diferenças entre os municípios brasileiros não sejam
impeditivas para a realização da busca ativa”, afirma.
O
processo começa com um alerta sobre uma criança ou adolescente que esteja fora
da escola. Ao encontrar um desses meninos e meninas, o agente comunitário envia
o alerta, por meio de SMS, aplicativo e site. A partir daí, um grupo
intersetorial de profissionais inicia uma série de ações, que vão desde uma
conversa com a família, para entender as causas da exclusão, até o
encaminhamento do caso para as áreas responsáveis por garantir a (re)matrícula
dessa criança ou adolescente, bem como pelo acompanhamento da sua vida
educacional. " Além do PNE, os
planos municipais de educação também preveem a realização da busca ativa.
Assim, nós, dirigentes municipais de educação, precisamos saber quem são essas
crianças e adolescentes, onde elas estão e entender os motivos que as levaram a
abandonar a escola. Incluí-las e garantir a permanência e o aprendizado de cada
uma delas é tarefa prioritária da educação, mas que deve ser realizada de
maneira integrada com as demais áreas do município.", afirma Alessio Costa
Lima, presidente da Undime.
“A
Busca Ativa Escolar contribui para a criação de ações intersetoriais no
território, sob a perspectiva da garantia de direitos. Por meio dela, forma-se
uma rede com Educação, Saúde, Cultura, sociedade civil e diferentes
organizações para garantir o retorno desses meninos e meninas para a escola. Na
Assistência Social, a gente trabalha nessa perspectiva da família, de olhar
para a autonomia de cada criança e adolescente e para os motivos que os afastam
da escola, contribuindo para que consigam voltar à escola e permanecer nela”,
complementa Vanda Anselmo, presidente do Congemas.
“Conseguimos
envolver todas as áreas de Campina Grande (PB) em prol das crianças e
adolescentes, por meio da estratégia Busca Ativa Escolar. Os agentes de saúde
tiveram papel fundamental no projeto, fazendo alertas precisos. Como o alerta
vai diretamente para o grupo responsável, passamos a conseguir uma resposta
mais imediata. Todos os casos localizados foram resolvidos e as crianças e os
adolescentes estão hoje na escola. A Busca Ativa Escolar virou parte da nossa
rotina”, conta a professora Iolanda Barbosa, Dirigente Municipal de Educação de
Campina Grande, um dos oito municípios que participou do piloto da iniciativa,
realizado em 2016. Além de Campina Grande, Anápolis (GO), Itaúna (MG),
Tabuleiro do Norte (CE), Serrinha (BA), Bujari (AC), Vilhena (RO) e São Bernardo
do Campo (SP) fizeram parte do piloto, se organizando intersetorialmente para
encontrar crianças e adolescentes fora da escola e contribuindo para testar e
aprimorar a metodologia e a plataforma da Busca Ativa Escolar.
terça-feira, 30 de maio de 2017
Campanha de Vacina contra a gripe segue até dia 09 de junho
Quem ainda não se vacinou contra a gripe terá mais uma oportunidade
de se proteger contra a doença. O Ministério da Saúde irá prorrogar a
campanha nacional até o dia 9 de junho. O esforço é para alcançar a meta
de vacinação que, neste ano, é de 90%. A decisão foi anunciada nesta
quinta-feira (25), durante reunião da Comissão dos Intergestores
Tripartites (CIT) e teve como motivo a baixa adesão do público-alvo à
campanha.
A campanha publicitária, que tem como padrinho o sambista Martinho da Vila, continuará sendo veiculada em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas), mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô), no meio online (internet e com ações nas redes sociais). Até a manhã desta quinta-feira (25) foram vacinados 35,1 milhões de brasileiros. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. A população prioritária desta campanha, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 63,6% foram vacinados.
Para a 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar o quanto antes para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, destacou Carla Domingues.
Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Entre os públicos-alvo, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 15,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 72,4% deste público, seguido pelas puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são as crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 7,1 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.
Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%), e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grsosso do Sul (57,1%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maio cobertura vacinal, com 76,3%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (63,7%), Nordeste (62,3%); Sudeste (61,2%) e Norte (58,2%).
A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.
A campanha publicitária, que tem como padrinho o sambista Martinho da Vila, continuará sendo veiculada em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas), mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô), no meio online (internet e com ações nas redes sociais). Até a manhã desta quinta-feira (25) foram vacinados 35,1 milhões de brasileiros. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. A população prioritária desta campanha, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 63,6% foram vacinados.
Para a 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar o quanto antes para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, destacou Carla Domingues.
Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Entre os públicos-alvo, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 15,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 72,4% deste público, seguido pelas puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são as crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 7,1 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.
Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%), e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grsosso do Sul (57,1%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maio cobertura vacinal, com 76,3%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (63,7%), Nordeste (62,3%); Sudeste (61,2%) e Norte (58,2%).
A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher
Neste domingo dia 28 de maio comemora-se o "Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher", data que deve ser lembrada sobre a importância de exames preventivos para detectar precocemente doenças em todas as fases da mulher, como câncer do colo do útero, osteoporose e câncer de mama etc. Apesar disso, 40% das brasileiras, com idade entre e 50 a 69 anos, não realizam exames regularmente, segundo o último levantamento do IBGE. Detectar a fase madura da mulher como a chegada da menopausa pode ser muito mais simples do que se imagina. Os anos vão passando e o corpo da mulher mudando.
O inicio é marcado com falhas da menstruação, chamada de climatério ou perimenopausa, até chegar o final total, um ano seguido sem menstruar, termino da fase reprodutiva da mulher. O comum é que a menopausa gera insegurança, apresenta alterações de humor, a queda na libido e outros incômodos. Já que a menopausa é um estágio pelo qual todas as mulheres com mais de 45 anos terão de passar, detectar a tempo e com ajuda de um médico endocrinologista, sempre é possível superar essa fase de transição feminina e manter a saúde equilibrada e com tranquilidade. Ignorar as mudanças geradas pela chegada da menopausa não é a melhor saída.
Hoje qualquer mulher pode acompanhar ou monitorar, em qualquer lugar, esta fase com muita facilidade e praticidade com um simples teste de urina vendido em farmácias e drogarias. Assim detectada esta fase, a menopausa, quando os ovários pararam de funcionar, além da mulher não poder mais engravidar, as glândulas interrompem a produção de estrogênio e progesterona. Mas, muito cuidado no climatério, o período em que a menstruação começa a ficar irregular, pois é nessa fase que os incômodos passam a surgir.
A menstruação fica irregular, o fluxo pode aumentar ou diminuir. Cerca de 60% das mulheres sofrem dessa disfunção. Entre as queixas recorrentes de pacientes na menopausa está a falta de libido, atingindo cerca de 60% das mulheres. Estudos indicam que a queda de libido na transição para menopausa começa 20 meses antes da última menstruação e aumenta com o passar dos anos, principalmente nos primeiros cinco anos.
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